Justiça argentina condena dois militares da ditadura à prisão perpétua

Ex-general e ex-coronel foram condenados pelos crimes de tortura e assassinato de presos políticos

estadão.com.br,

14 de julho de 2011 | 22h26

BUENOS AIRES - A Justiça argentina condenou nesta quinta-feira, 14, à prisão perpétua um ex-general e um ex-coronel pelos crimes de tortura e assassinato de mais de 2.500 presos políticos durante a ditadura militar argentina (1976-1983), segundo informou a agência de notícias AFP.

 

O ex-general Hector Gamen, 84, e o ex-coronel Hugo Pascarelli, 81, foram "condenados por homicídio qualificado, privação ilegal da liberdade e torturas" no centro clandestino Vesuvius, localizado no sudoeste de Buenos Aires.

 

Pelo centro de tortura passaram o escritor Haroldo Conti, o famoso escritor Hector Oesterheld (que trabalhou com o italiano Hugo Pratt), o sociólogo alemão Elisabeth Käsemann e os franceses Françoise Dauthier e Juan Soler.

O coronel Pedro Durán Sáenz, que chefiou o centro de tortura nesse período, morreu durante o julgamento, em junho de 2010.

 

Cerca de 2.500 prisioneiros passaram por Vesuvius entre 1976 e 1978, quando foi demolido com a chegada da Comissão de Direitos Humanos (CIDH).

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