Justiça argentina liberta repressores da ditadura

Um tribunal superior argentino concedeu na quinta-feira liberdade a um grupo de ex-repressores do último regime militar (1976-83), entre os quais o célebre ex-capitão da Marinha Alfredo Astiz, conhecido como "anjo loiro". Fontes judiciais disseram que a medida beneficia suspeitos de crimes de lesa-humanidade que já passaram mais de dois anos presos sem sentença definitiva. A segunda turma da Câmara de Cassação Penal deve efetivar a decisão assim que for estabelecido o valor das fianças. Astiz, que durante a ditadura se infiltrou entre mães de desaparecidos políticos, está envolvido na investigação da morte de duas religiosas francesas na Argentina durante a ditadura. Outro beneficiário da medida é Jorge "Tigre" Acosta, que, junto com outros 11 oficiais da Marinha prestes a serem libertados, era acusado de tortura, sequestro, morte e desaparição de pessoas no centro de detenção ilegal da Escola de Mecânica da Marinha. Milhares de pessoas morreram ou desapareceram durante a repressão a grupos de esquerda no regime militar. (Reportagem de Damián Wroclavsky)

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