Justiça argentina prende militares por massacre de 1972

A Justiça argentina determinounesta segunda-feira a prisão preventiva de cinco militaresacusados de assassinar 16 jovens militantes de organizações deesquerda em uma prisão em 1972, fato conhecido como o "Massacrede Trelew", disse uma fonte do Judiciário. Os jovens foramfuzilados. Trelew fica na província de Chubut, na Patagônia. O juiz federal Hugo Sastre decidiu que os militares devemficar detidos enquanto a situação é examinada, acrescentou àReuters um funcionário de um tribunal da cidade de Rawson. De acordo com as acusações, os assassinatos foram umarepresália por uma tentativa anterior de fuga de outro presídiode Chubut, do qual seis prisioneiros escaparam para o Chile. O grupo de 19 jovens, que seguia os outros seis fugitivos,chegou até o aeroporto com a intenção de escapar do país, maseles foram presos e levados ao presídio de Trelew. Testemunhas disseram que no dia 22 de agosto de 1972 umgrupo de cinco militares acordou os 19 réus durante a madrugadae os fuzilou. Somente três deles conseguiram sobreviver. (Reportagem de César Illiano)

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