Justiça colombiana começa a investigar primo de Uribe

Senador parente do presidente colombiano é acusado de ligação com paramilitares

Agência Estado e Associated Press

11 Julho 2007 | 19h34

A Corte Suprema de Justiça da Colômbia abriu nesta quarta-feira, 11, uma investigação preliminar sobre um primo do presidente do país, Álvaro Uribe, e outros dois senadores, por supostos vínculos entre os políticos e grupos paramilitares de extrema direita. O escândalo ronda a administração Uribe há três meses. Germán Gómez, chefe da secretaria de imprensa da Suprema Corte de Justiça, disse que o tribunal analisará se as acusações contra o senador Mário Uribe, um dos fundadores do partido Colômbia Democrática, são procedentes e suficientes para abrir uma investigação. Os expedientes preliminares também foram abertos em relação aos senadores Zulema Jattín e Julio Manzur, aliados do senador Uribe.Os depoimentos de vários ex-paramilitares de extrema direita, desmobilizados pelo governo, detonaram o escândalo. O ex-paramilitar Jairo Castillo foi uma das testemunhas-chave. Ele disse em abril, em entrevista à Associated Press, que sabia da realização de pelo menos duas reuniões em 1998 entre o senador Mário Uribe e grupos paramilitares. Nessas reuniões, segundo Castillo, os paramilitares teriam acertado com o senador Uribe a compra de terras no norte da Colômbia. O ex-líder paramilitar Salvatore Mancuso fez acusações semelhantes.O senador Uribe negou com veemência qualquer reunião com os paramilitares. Segundo ele, Castillo é "um mentiroso, escroque, assassino e bandido."O presidente Álvaro Uribe defendeu o primo: "Não acredito que o senador Mário Uribe, filho de um tio-avô meu, tenha essa atitude da qual lhe acusam, de utilizar paramilitares para comprar um pedaço de terra," afirmou o mandatário colombiano.

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