Justiça de Honduras inocenta militares que depuseram Zelaya

Presidente foi preso e expulso do país após insistir em convocar referendo sobre mudança na Constituição

Associated Press,

26 de janeiro de 2010 | 16h13

A Corte Suprema de Honduras inocentou os comandantes do Exército de Honduras que prenderam e expulsaram o presidente Manuel Zelaya no golpe de Estado do dia 28 de junho do ano passado.

 

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"Não acredito que os acusados agiram com dolo, mas com o fim de preservar a democracia em Honduras. Eles evitaram o derramamento de sangue humano, inclusive o do próprio senhor Zelaya", afirmou Rivera em comunicado entregue à imprensa. O juiz se negou a responder perguntas dos repórteres.

Zelaya foi preso por oficiais do Exército ainda de pijamas no Palácio Presidencial em 28 de junho após insistir em realizar um referendo sobre a mudança da constituição de Honduras. A votação havia sido declarada ilegal pela justiça e pelo legislativo.

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No mesmo dia, o presidente foi expulso do país e o presidente da Câmara, Roberto Micheletti assumiu o poder após declarar vaga a presidência da República.

 

Nesta quarta-feira, 27, Zelaya deve deixar Honduras  rumo à República Dominicana após a posse do presidente eleito, Porfírio Pepe Lobo.

 

Lobo defende uma lei de anistia que perdoe os crimes políticos dos envolvidos na crise - e que pode ser votada já nesta terça-feira pela nova legislatura do Congresso hondurenho.

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