Justiça militar venezuelana solta general opositor de Chávez

Ex-ministro das Finanças, Francisco Usón, foi condenado em 2004 a cinco anos e meio de prisão por injúrias

EFE

26 de dezembro de 2007 | 02h26

A Justiça militar venezuelana concedeu a liberdade condicional ao general da reserva e ex-ministro das Finanças Francisco Usón, condenado em 2004 a cinco anos e meio de prisão por injúrias, por ter afirmado que um lança-chamas havia sido usado contra soldados presos num quartel. Francisco Himiob, advogado de Usón, explicou nesta terça-feira que seu cliente foi liberado na segunda-feira à noite. Ele cumpriu três anos e seis meses de detenção na prisão militar de Ramo Verde. A Justiça militar estabeleceu que Usón não pode se ausentar da jurisdição do Tribunal Penal Militar durante o tempo que resta de sua sentença, até 2009, sem permissão da corte. Usón renunciou ao cargo de ministro após o golpe de abril de 2002, no qual Chávez foi derrubado por um breve período, e passou para a oposição. Ele afirmou em uma entrevista que a causa das queimaduras sofridas em março de 2004 por oito soldados que estavam detidos num calabouço poderia ter sido o uso premeditado de um lança-chamas. Segundo as investigações, os soldados se queimaram em 30 de março de 2004 em um incêndio originado provavelmente por um cigarro mal apagado por um dos detidos. Ao ser posto em liberdade condicional, Usón disse que os venezuelanos "não podem se dobrar a um Governo que queira definir qual é o destino" da nação. "Todo preso político tem uma responsabilidade com o país. A liberdade de que nós, venezuelanos, precisamos é produto do esforço de cada um. Eu fiz, humildemente, meu esforço", disse Usón, segundo a imprensa.

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