Justiça peruana ordena prisão de ex-guerrilheira norte-americana

A Justiça do Peru ordenou nesta quarta-feira a prisão da norte-americana Lori Berenson, depois de anular sua liberdade condicional, informou o Ministério da Justiça.

REUTERS

18 de agosto de 2010 | 15h50

Antes de ser libertada da prisão, em maio, Berenson cumpriu cerca de 15 anos de prisão de uma pena de 20 anos por colaborar com o grupo guerrilheiro Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA).

Um alto funcionário do Ministério da Justiça disse que uma comissão de juízes concluiu que a libertação dela foi fruadulenta porque a polícia não conseguiu confirmar a localização do apartamento onde ela ficaria morando em Lima, durante a liberdade condicional.

Berenson poderá ser libertada novamente, depois que esse fato seja esclarecido, disse ele.

A libertação de Berenson provocou controvérsia em um país ainda traumatizado por um conflito que matou cerca de 70 mil pessoas. O MRTA se manteve ativo nos anos 1980 e 1990, quando um grupo insurgente maior, o Sendero Luminoso, também tentou depor o governo.

Berenson nasceu em Nova York e estudou no Massachusetts Institute of Technology antes de se envolver com questões de justiça social na América Latina. Ela foi presa em um ônibus no Peru em 1995 e acusada de integrar o MRTA.

Na segunda-feira, em uma rara aparição pública diante um tribunal, Berenson, de 40 anos, pediu desculpas por ter apoiado o MRTA.

"Sim, eu colaborei com o MRTA. Nunca fui uma líder ou militante. Nunca participei de atos violentos ou sangrentos. Nunca matei ninguém", disse perante um painel de juízes.

(Reportagem de Teresa Céspedes)

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