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Justiça vai decidir sobre pagamento de recompensa, diz Uribe

Assassino de Ivan Ríos quer receber os US$ 2,5 milhões oferecidos pelo governo pelo líder das Farc

Efe,

11 de março de 2008 | 02h16

O presidente colombiano, Álvaro Uribe, disse nesta segunda-feira, 10, que espera uma "definição jurídica" para pagar a recompensa ao matador de um chefe das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Pedro Pablo Montoya Cortés, o "Rojas", assassinou Manuel J. Muñoz ('Ivan Ríos') e a namorada dele. Cortés era chefe de segurança de Muñoz. Veja também'Mono Jojoy será o próximo', diz assassino de líder das FarcÍntegra da entrevisa de Rojos para o El Tiempo Ministro defende ligação da Colômbia com as Farc Por dentro das Farc Entenda a crise na América Latina  Histórico dos conflitos armados na região  Segundo Uribe, a Justiça vai decidir se o guerrilheiro deve receber a recompensa de US$ 2,5 milhões oferecida pelo líder guerrilheiro. "Devemos esperar o que as autoridades judiciais disserem; as autoridades da Promotoria que investigam", afirmou Uribe em Riohacha, capital do departamento da La Guajira (norte), cidade à qual viajou para liderar um conselho de segurança. Uribe acrescentou que essas autoridades devem determinar "em que estado se encontrava o grupo das Farc que era comandado por Muñoz. O presidente também disse que as autoridades devem estabelecer "qual era o grau de pressão ou ameaça sobre seus integrantes, qual era a situação de risco, para medir a proporcionalidade entre o risco e a ação que cometeu a pessoa que está reivindicando a recompensa". "Rojas", que confessou ter assassinado "Ivan Ríos" e cortado sua mão direita para entregar às autoridades, alegou que foi forçado a matar o líder das Farc devido ao assédio das tropas e ao pedido da coluna rebelde do chamado bloco José María Córdova da guerrilha, que atua no oeste colombiano. Uribe ressaltou que os informantes que cooperam com as autoridades cumpriram a política de recompensas. No entanto, disse que no caso de "Ivan Ríos", membro do secretariado das Farc (máxima hierarquia dessa guerrilha), "um Estado de direito não pode estimular massacres". "A política de recompensas sempre foi uma política do Governo, sempre se honrou. Neste caso particular, precisamos essa definição jurídica, porque o Governo estimula a informação que permita que a Polícia encontre os delinqüentes, graças à informação que fornecem as pessoas que pedem com razão as recompensas", assinalou Uribe. E especificou que, "neste caso, há uma ação que causou a morte de duas pessoas; e este é um Estado de leis". O Governo colombiano oferecia por "Ivan Ríos" US$ 2,5 milhões.

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