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Kirchner assegura que esposa fará um governo 'muito melhor'

Presidente argentino faz retrospectiva do mandato na passagem da presidência para a mulher, Cristina

Associated Press

06 de dezembro de 2007 | 03h49

O presidente Néstor Kirchner assegurou na quarta-feira, 5, que sua esposa Cristina Fernández, que o sucederá no cargo a partir de segunda, fará um governo "muito melhor" que o seu e sustentou que ele não interferirá em suas decisões.   "O governo que vem vai ser muito melhor que o que se vai", disse Kirchner durante uma entrevista no canal a cabo Todo Notícias.   "Faria muito mal eu interferir na tarefa do próximo governo", respondeu sobre uma possível intervenção na gestão de sua esposa. "Ela sabe o que tem que fazer e quando me perguntar, responderei", acrescentou Kirchner.   Na passagem para o próximo governo, Kirchner fez uma retrospectiva de sua gestão iniciada em 2003, com a ressalva que como todo governo que chega ao fim deixará "assinaturas pendentes". "Uma dura tarefa espera Cristina", advertiu.   Kirchner também considerou que sua alta popularidade se deve ao êxito de seu plano econômico, com crescimento da economia acima de 8% nos últimos quatro anos e redução sensível do desemprego e pobreza.   "Creio que fez muito bem ao país a oportunidade do câmbio. O câmbio oxigena fortemente as decisões", disse. Momentos antes havia pronunciado a palavra "alternância", mas rapidamente a substituiu por câmbio.   Não são poucos os analistas que crêem que a designação da esposa como sucessora no matrimônio presidencial encontrou o mecanismo para alterar-se no poder e suceder-se na presidência durante vários anos, evitando o natural desgaste que sofre o mandato presidencial depois de uma reeleição. A Constituição argentina só permite uma reeleição consecutiva.   Kirchner também repassou as vitórias de sua gestão e recordou particularmente "o dia que pagamos ao Fundo Monetário Internacional", em dezembro de 2005, quando a Argentina cancelou a dívida de 9,81 milhões de dólares que mantinha com esse organismo.   "Acabamos com um flagelo, as decisões que passaram a ser tomadas na Casa Rosada (sede do governo), aqui na Argentina e não em Washington como durante tanto tempo. Foi terminar com toda uma etapa", acrescentou.

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