Cezaro De Luca/Efe
Cezaro De Luca/Efe

Kirchner pede justiça no 34º aniversário da ditadura militar argentina

Presidente inaugurou centro de exposições em antiga prisão e elogiou grupo Avós de Maio

24 de março de 2010 | 18h12

Efe

 

BUENOS AIRES- A presidente da Argentina Cristina Kirchner incitou nesta quarta-feira, 24, a justiça a acelerar os julgamentos de repressores, em um ato de comemoração do 34º aniversário da última ditadura militar, no qual foram abordados os casos de desaparecimento de crianças durante o período.

 

"Queremos que a justiça seja aplicada, que termine este capítulo tão trágico dos argentinos e possamos virar esta página, mas com verdade e justiça", disse Kirchner em uma cerimônia no prédio da Escola de Mecânica da Armada (ESMA), que funcionou como um dos principais centros ilegais de detenção durante a última ditadura (1976-1983).

 

Organizações de direitos humanos, legisladores, funcionários do governo e o ex-presidente e marido da governante, Néstor Kirchner, assistiram a inauguração do Centro Cultural Haroldo Conti em uma dependência antiga da ESMA.

 

Segundo a presidente, o centro que tem o nome de um escritor argentino vítima da ditadura exibirá obras de artistas nacionais e internacionais e é um símbolo do como a Argentina se sobrepôs à repressão que ocorreu no ESMA, por onde passaram cerca de 5.000 opositores políticos, dos quais sobreviveram menos da metade.

 

Neste local, presas também deram a luz a filhos que foram sequestrados e dados a famílias partidárias do regime militar.

 

Kirchner elogiou especialmente o trabalho da organização Avós da Praça de Maio, que procura crianças da época que foram raptadas. "Cada neto que aparece é uma vitória sobre a morte, uma vitória do Estado de direito", disse a presidente.

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