Kirchner prepara para lançar esposa à Presidência da Argentina

Últimos detalhes foram acertados. Pesquisas mostram que Cristina detém até 45% das intenções de voto

Marina Guimarães, da Agência Estado,

18 Julho 2007 | 18h40

A Casa Rosada prepara os últimos detalhes para o lançamento na quinta-feira, 19, da candidatura da primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner à Presidência. As eleições serão realizadas no próximo dia 28 de outubro.   Veja Também A crise que pode enfraquecer Cristina   Para não estragar a festa do anúncio, o presidente Néstor Kirchner nem mencionou o escândalo que derrubou Felisa Miceli do Ministério de Economia em seus últimos discursos. "Para o presidente o assunto já está encerrado", resumiu um assessor do governo.   Na quinta-feira, Cristina falará durante cerca de 40 minutos no auditório do tradicional Teatro Argentino, em La Plata, capital da Província de Buenos Aires, cidade natal da senadora, com capacidade para duas mil pessoas. A solenidade foi marcada para às 18 horas (horário de Brasília), com a presença de governadores, prefeitos, deputados, senadores e líderes políticos.   Se Cristina seguir a linha do último discurso de seu marido, provavelmente, vai "defender com força o modelo industrial". Também poderia disparar algumas críticas aos analistas políticos e econômicos que alertam para os perigos da crise energética ou dos desvios institucionais no país. Kirchner os chama de "profetas do passado que não esquecem facilmente dos privilégios que tiveram graças às costas do povo argentino".   Tudo indica que Cristina não será afetada pela queda de Miceli por denúncias de corrupção no caso denominado "banheirogate" (a bolsa cheia de dinheiro encontrada no banheiro da ex-ministra).   "O 'banheirogate' não deverá repercutir no lançamento de Cristina porque ela ainda tem a maioria da intenção de votos", explicou o analista político Carlos Fara. Ele afirma que a decisão de Kirchner de afastar Miceli, afasta também as suspeitas do eleitorado de sua esposa. Todas as pesquisas de opinião mostram que Cristina detém entre 40 a 45% da intenção dos votos, enquanto seus opositores possuem somente 15%. 

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