La Paz e Santiago vão discutir saída boliviana para o mar

Bolivianos perde o direito a saída ao Pacífico devido a guerra que travou com o Chile no século XIX

Efe,

15 de julho de 2010 | 06h35

LA PAZ - Os governos da Bolívia e Chile definiram na quarta-feira, 14, que vão analisar a reivindicação marítima boliviana com "propostas factíveis, concretas e úteis" que serão tratadas na próxima reunião bilateral entre vice-chanceleres, que será realizada em novembro em Santiago.

Os vice-chanceleres da Bolívia, Mónica Soriano, e do Chile, Fernando Schmidt, concluíram esta noite encontro que durou três dias, em La Paz, para dialogar a agenda dos 13 pontos que os países debatem desde 2006, e que inclui a discussão sobre a saída boliviana para o Pacífico.

Na assinatura da ata da reunião, os diplomatas ressaltaram o "alto nível de confiança" entre os dois governos para tratar o assunto.

O diplomata chileno declarou que o tema será discutido "em um clima de alto respeito, sem qualquer tipo de preconceitos", já que, para ele, é um tema "delicado para as duas partes e não pode ser definido em uma só reunião".

A Bolívia pede restituição da saída ao Pacífico, perdida na guerra que travou com o Chile no fim do século XIX.

Os dois países não têm relações diplomáticas em nível de embaixadores desde 1962, salvo um período entre 1975 e 1978, devido à falta de uma solução para esse pedido histórico de La Paz.

O presidente boliviano, Evo Morales, disse na segunda-feira que a reivindicação de"soberania" marítima está na agenda dos debates com o Chile, embora tenha reconhecido que é um tema que requer tempo e estudo.

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