Legisladores americanos pedem revisão de política para Cuba

Em carta, grupo diz que renúncia de Fidel mostra que política americana para o país não deu resultados

Efe,

20 de fevereiro de 2008 | 00h56

Mais de 100 legisladores do Congresso americano pediram nesta terça-feira, 19, ao Governo do presidente George W. Bush uma revisão "completa" de sua política para Cuba, após a renúncia do presidente Fidel Castro. Veja também:Leia cobertura completa da renúncia de Fidel   Em carta dirigida à secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, os legisladores indicaram que a renúncia de Castro "deveria ser a ocasião para uma revisão da obstinada política americana para Cuba". "O presidente Castro abandonou o cargo voluntariamente. Em Cuba ocorreu uma sucessão ordenada, sem violência nem alterações. O Governo de Cuba, sob uma nova liderança, já estaria considerando mudanças na situação econômica para dar ao povo cubano uma ansiada melhora em seu nível de vida", disse a carta. Os legisladores acrescentaram que durante cinco décadas, a política dos EUA aplicou sanções econômicas e o isolamento diplomático para forçar mudanças no Governo cubano. "Estes fatos demonstram que a política não deu resultado", afirmaram. A carta indica ainda que aliados e adversários rejeitaram a política dos EUA e preferiram manter contato direto com o governo de Cuba e fazer investimentos na ilha, o que tornaria ainda menos provável que as sanções americanas alcancem seu objetivo. "Nossa política nos deixa sem influência neste momento crucial, e isto não serve nem aos interesses nacionais dos EUA nem aos cubanos", afirmaram os legisladores. O "número dois" do Departamento de Estado americano, John Negroponte, assegurou nesta terça-feira que é pouco provável que os Estados Unidos ordenem a suspensão do embargo imposto a Cuba em um futuro próximo. "Não posso imaginar que isso vá ocorrer em breve", disse Negroponte, após o anúncio da renúncia do líder cubano. Por sua parte, o presidente George W. Bush afirmou em Ruanda que a renúncia de Fidel Castro "deve ser o começo da transição democrática em Cuba". "A comunidade internacional deveria trabalhar com o povo cubano para começar a construir instituições necessárias para a democracia", afirmou Bush. "Eventualmente, esta transição deveria levar a eleições livres e justas", afirmou.

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