Libertação de prisioneiros políticos é positiva, diz governo dos EUA

Washington diz esperar que medida melhore situação dos direitos humanos em Cuba

estadão.com.br

13 de julho de 2010 | 10h51

WASHINGTON - A libertação dos sete presos políticos por parte do governo de Cuba é um "acontecimento positivo" que deveria representar uma melhora na situação dos direitos humanos na ilha caribenha, declarou nesta terça-feira, 13, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, por meio de comunicado. As informações são da agência AFP.

 

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"Embora os EUA sigam pedindo a libertação incondicional e imediata de todos os prisioneiros políticos, a libertação desses sete presos é um acontecimento positivo que esperamos que represente uma melhora nos direitos humanos e nas liberdades fundamentais em Cuba", disse Crowley.

 

"Todos aqueles que forem libertados devem ser livres para decidir por si mesmos se querem permanecer em Cuba ou viajar para outro país", continuou o porta-voz. Os sete presos que chegaram nesta terça a Madri, os primeiros de um grupo de 52 que ainda serão libertados, concordaram em viver na Espanha.

 

Anteriormente, os EUA já haviam elogiado a atitude do governo cubano, mas disseram que o fato de serem obrigados a viajar para a Espanha não é correto. A própria secretária de Estado americana, Hillary Clinton, havia dito que a libertação é uma ação bem-vinda do governo cubano, embora tardia.

 

A libertação dos presos políticos foi fruto de um acordo entre o Arcebispado de Havana e o governo cubano. Todos os presos que serão libertados fazem parte dos 75 detidos em 2003, no episódio chamado de Primavera Negra. Eles foram acusados pelo governo cubano de trazer dinheiro de Washington para desestabilizar o governo comunista da ilha - crimes que tanto os presos como os oficiais americanos negaram. Destes, 23 foram soltos previamente.

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