Libertação de reféns será em caravana aérea, diz Chávez

Em coletiva, presidente venezuelano pede autorização de Bogotá para executar operação de resgate

REUTERS

26 de dezembro de 2007 | 15h38

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quarta-feira, 26, que a libertação de três reféns que estão em poder da guerrilha colombiana Farc será feita por meio de uma caravana aérea venezuelana até algum ponto da Colômbia.   Veja Também: Chávez espera 'sinal verde' de Uribe para libertação de reféns Com Farc e Uribe pressionados, Colômbia tem ano otimista Cronologia: do seqüestro à perspectiva de liberdade Entenda o que são as Farc   Chávez disse, em entrevista aos jornalistas, que espera a autorização do governo colombiano para executar um plano acordado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), maior grupo guerrilheiro colombiano, para a libertação de três reféns. O presidente designou o ex-ministro do Interior Ramón Rodríguez Chacín como responsável pela operação. "A única coisa que precisamos é a autorização do governo colombiano. Esperamos que eles cooperem conosco", disse. Chavéz afirmou ainda que a operação de resgate pode começar ainda nesta quinta-feira e que os reféns estariam em Caracas no final do dia.   O plano anunciado por Chávez envolve representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Cuba, Equador e França, que viajariam numa caravana de aviões e helicópteros da Venezuela até a cidade colombiana de Villavicencio. Da cidade colombiana, embarcariam em helicópteros com emblemas da Cruz Vermelha Internacional até um ponto não revelado da selva, onde recolheriam os reféns e os levariam a Villavicencio ou diretamente a território venezuelano. Chávez disse ainda que conversou por telefone na noite de terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ofereceu a colaboração do Brasil no processo por meio do assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.   As Farc anunciaram na semana passada a libertação das políticas Consuelo González, Clara Rojas e seu filho pequeno Emmanuel, nascido no cativeiro, como um ato de desagravo, depois que seu colega colombiano, Alvaro Uribe, suspendeu a participação de Chávez como mediador numa troca humanitário de reféns por integrantes presos das Farc na Colômbia.   Os três reféns que podem ser libertados fazem parte de um grupo de 47 seqüestrados pelas Farc, entre os quais está a ex-candidata a presidente Ingrid Betancourt, e os quais poderiam ser trocados por cerca de 500 rebeldes que estão presos.  

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