Libertação de reféns traz esperança a outros sequestrados

Alan Felipe, de 14anos, disse estar contente com a libertação próxima de trêsreféns na Colômbia, mas suas palavras contrastam com seu rostotriste por causa do prolongado cativeiro de seu pai, Alan Jara,seqüestrado em 2001, e de quem não tem notícias há mais decinco anos. Alan Jara, ex-governador do Departamento de Meta, foiseqüestrado por guerrilheiros das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) quando se deslocava em umveículo das Nações Unidas. "A verdade é que a gente se sente um pouco triste, mastambém feliz porque são pessoas cujas famílias também estãoesperando", disse à Reuters Alan Felipe, parado junto a umcartaz com a foto de seu pai, no qual se lê: "Não ao resgate asangue e fogo". O sentimento da família Jara contrasta com o dos parentesdas políticas Consuelo González e Clara Rojas, e do filhodesta, Emmanuel, que nasceu no cativeiro. A libertação dos trêsé esperada para as próximas horas em algum lugar nas selvas daColômbia. As Farc são o principal grupo guerrilheiro ativo nocontinente. Contam com cerca de 17 mil combatentes e sefinanciam, segundo o governo colombiano, com o narcotráfico eseqüestros. Mas alguns vêem a entrega dos três reféns como um primeiropasso para conseguir a libertação dos outros seqüestrados,entre os quais se encontram a ex-candidata presidencial IngridBetancourt e três norte-americanos, além de vários integrantesdo Exército e da polícia colombiana, incluindo alguns que sãomantidos reféns há 10 anos no meio da selva. "Temos muita esperança. Acreditamos que já foi dado umpasso para que o governo se sente para negociar verdadeiramentecom as Farc e consiga a libertação dessas pessoas que já estãohá muito tempo em cativeiro", disse Sonia Luz Hernández,funcionária do escritório de promoção da paz. (Por Nelson Bocanegra)

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