Libertação é o início de nova luta por Cuba, dizem dissidentes libertados

Primeiro grupo de presos políticos soltos pelo regime castrista chega a Madri

estadão.com.br

13 de julho de 2010 | 10h26

MADRI - Os primeiros sete presos políticos libertados pelo governo de Cuba que chegaram a Madri nesta terça-feira, 13, asseguraram que sua viagem à Espanha é o início de uma nova etapa pela luta na ilha caribenha.

 

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Apenas dois dos dissidentes de manifestaram durante uma coletiva de imprensa organizada imediatamente após sua chegada. Julio César Gálvez leu um comunicado em que afirmou que os presos libertados são "a vanguarda de um grupo de prisioneiros de consciência mantido pelo governo cubano."

 

Gálvez também lembrou aqueles que continuam presos em Cuba e disse: "temos a esperança que os que continuam em Cuba venham a gozar da mesma liberdade que temos neste momento." Para Gálvez, a libertação "significa o início de uma nova etapa para o futuro de Cuba e de todos os cubanos."

 

Ricardo González Alfonso também falou com a multidão de jornalistas. Ele afirmou que "este processo de acompanhamento pelo governo espanhol das conversas entre a Igreja e o governo da ilha é um passo. Não é o primeiro passo, mas tb não será o último."

 

González deixou claro que que vai continuar em Madri a luta pela libertação de todos os presos que continuam em Havana. "Uma palavra cabe a Cuba: mudança. Para mim e para os meus companheiros a mudança começa pela liberdade", afirmou, "Cuba merece a democracia."

 

González foi o último dos sete cubanos a chegar a Madri, já que veio em um voo separado que aterrissou por volta das 14 horas locais (9 horas em Brasília), enquanto os outros opositores libertados chegaram em um avião algumas horas antes.

 

Os sete presos libertados, os primeiros dentre 20 que comunicaram seu desejo de vir à Espanha, viajaram para Madri na companhia de seus familiares. Todos são parte do grupo de 56 prisioneiros que Cuba decidiu libertar após firmar um acordo com o Arcebispado de Havana.

 

Em Madri eles não terão status de exilados, mas de imigrantes comuns, segundo explica o Ministério das Relações Exteriores da Espanha. A medida visa permitir que tanto os ex-prisioneiros como seus familiares possam trabalhar no país.

 

Todos os presos que serão libertados fazem parte dos 75 detidos em 2003, no episódio chamado de Primavera Negra. Eles foram acusados pelo governo cubano de trazer dinheiro de Washington para desestabilizar o governo comunista da ilha - crimes que tanto os presos como os oficiais americanos negaram. Destes, 23 foram soltos previamente.

 

(Com informações da agência Efe)

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