Libertação inicia 'corrida contra morte', diz ex-marido de refém

Fabrice Delloye era casado com a então candidata à presidência Ingrid Betancourt, que está em poder das Farc

Agências Internacionais

11 de janeiro de 2008 | 11h09

A libertação de duas reféns mantidas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)iniciou uma "luta contra a morte" , disse nesta sexta-feira, 11, em entrevista coletiva, Fabrice Delloye, segundo a AFP. "Começamos uma luta contra morte para conseguir a liberação de outros reféns", disse Delloye.Ele é ex-marido de Ingrid Betancourt, que está em poder da guerrilha desde 2002.     Na quinta-feira, a guerrilha entregou, a uma missão liderada pela Venezuela, as políticas Clara Rojas e Consuelo González.   Rojas era companheira de chapa de Betancourt nas eleições presidenciais de 2002 e foram seqüestradas no dia 23 de fevereiro.   Veja também: Para Farc, libertação de reféns abre possibilidades de paz Colômbia pede que outros reféns das Farc sejam libertados Galeria de fotos do resgate das reféns  Farc não devem ser elogiadas por ação, diz assessor de Uribe Reféns agradecem a Chávez Sarkozy celebra resgate EUA aplaudem libertação Mãe de Clara Rojas comemora libertação Assista às imagens da libertação Saiba quem são as reféns Entenda o que são as Farc Cronologia: do seqüestro à libertação         As Farc agradeceram à colaboração do presidente venezuelano, Hugo Chávez, a quem entregaram Rojas e González como ato de desagravo, depois que o presidente colombiano, Alvaro Uribe, suspendeu a mediação dele na libertação de reféns. Entre as mais de 40 pessoas mantidas em cativeiro pelas Farc na Colômbia estão a ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos.   As Farc é uma organização que tem como propósito anunciado usar a luta armada para derrubar o governo, mas suas táticas mudaram em 1990.   A guerrilha envolveu-se no tráfico de drogas colombiano para levantar dinheiro para sua campanha e passou a realizar seqüestros. A guerrilha quer trocar os reféns por 500 rebeldes presos pelo governo.

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