Líder camponesa é morta por atirador na Colômbia

Um atirador matou a tiros uma líder camponesa colombiana que fazia campanha pela devolução das terras tomadas por milícias ilegais, informou a polícia na quarta-feira, dias antes de uma nova lei sobre a posse de terra entrar em vigor.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

08 de junho de 2011 | 16h01

A Colômbia, que é o quarto maior produtor de petróleo da América Latina, conviveu durante mais de 40 anos com a violência promovida por guerrilheiros e traficantes de drogas. Embora os confrontos e assassinatos continuem ocorrendo, o país tem observado a diminuição do conflito ao longo da década passada.

A polícia afirmou que o atirador matou Ana Fabricia Córdoba, de 51 anos, em um ônibus municipal de Medellín, na província de Antioquia, 220 quilômetros a noroeste da capital colombiana.

Córdoba era líder de um grupo que tentava proteger os direitos das pessoas desalojadas pela guerra e trabalhava pela restituição de terra depois que seu marido foi assassinado por um grupo armado.

Ao menos doze líderes de movimentos pela restituição de terra foram mortos nos últimos dois anos, afirmaram grupos de direitos humanos.

O Congresso da Colômbia aprovou uma lei sobre as vítimas no fim de maio que abre o caminho para as reparações e tem como objetivo devolver milhões de hectares de terra a pessoas desalojadas.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que planeja transformar o projeto em lei quando o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visitar o país na sexta-feira.

A Colômbia, que já foi considerada um Estado falido, tenta sair do ciclo vicioso da violência rural que desalojou 3,6 milhões de pessoas, matou dezenas de milhares e atingiu duramente os investimentos em petróleo, mineração e agricultura.

Um aspecto chave do projeto de lei das vítimas é devolver a terra tomada dos agricultores pelos paramilitares, traficantes e fazendeiros fortemente armados, e isso pode levar uma década.

Parlamentares afirmam que 4 milhões de hectares de terra foram abandonados e outros 2 milhões de hectares, tomados por grupos armados ilegais nas últimas décadas.

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