Líder cubano expõe plano que prevê reformas, mas com socialismo

No futuro Cuba será um país que promove investimento estrangeiro, expande o setor privado e paga obedientemente sua dívida externa, de acordo com uma proposta revelada na segunda-feira pelo Partido Comunista cubano.

REUTERS

09 de novembro de 2010 | 07h54

Mas o partido não vai renunciar ao sistema socialista instalado há meio século, depois que Fidel Castro assumiu o poder na revolução de 1959, de acordo com um documento de 32 páginas que irá orientar os debates no congresso do partido em abril.

"A política econômica na nova fase seguirá o princípio de que somente o socialismo é capaz de superar dificuldades e preservar as conquistas da revolução e que na atualização do modelo econômico a primazia será da planificação, e não do mercado", diz o texto.

O documento, intitulado "Projeto de Diretrizes de Política Econômica e Social", é o programa de reformas que o presidente cubano, Raúl Castro, vai levar à avaliação do congresso do partido em abril.

Ele poderá ser modificado durante amplo debate público antes do congresso, que será o primeiro desde 1997 e foi divulgado pelo presidente na noite de segunda-feira.

O congresso é a instância em que o PC, único partido legal de Cuba, estabelece as diretrizes para o país, supostamente para os cinco anos seguintes, embora o último tenha ocorrido há 13 anos.

O congresso de abril terá importância especial porque, considerando a idade dos atuais líderes do país, será o último da geração que fez a revolução cubana e desde a época mantém o poder, atendo-se firmemente à ideologia comuns ita.

(Por Esteban Israel)

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