Fernando Llano / AP
Fernando Llano / AP

Líder da oposição na Venezuela se refugia na casa de embaixador chileno

Congressista Freddy Guevara, um dos mais proeminentes opositores ao governo de Nicolás Maduro, estava desaparecido

O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2017 | 09h06

Um dos mais proeminentes líderes da oposição da Venezuela procurou refúgio na residência do embaixador chileno no país, após ter sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal. O congressista Freddy Guevara foi recebido como convidado na residência do embaixador chileno em Caracas no final desse sábado, 4 de novembro, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Chile. A atitude está alinhada à tradição humanitária do Chile, disse o ministério.

Na sexta-feira, o tribunal superior venezuelano o proibiu Guevara de deixar o país e pediu à Assembleia Constitucional pró-governo que tirasse o sua imunidade. O tribunal disse que Guevara é suspeito de instigar inquietação e outros crimes, durante meses de protestos contra o governo que ele liderou no início deste ano.

Veículos da polícia cercaram a residência de Guevara e o lugar onde estava era desconhecido até agora.

Libertação. Neste sábado, dois ativistas opositores foram liberados pelo governo da Venezuela, após passarem mais de um ano na prisão. Advogados do grupo Foro Penal informaram que Yon Goicoechea e Delson Guarate foram liberados no fim da noite de sexta-feira.

Eles estavam detidos pelo Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional sem passar por nenhum julgamento. Autoridades ordenaram a liberação de Goicoechea, que recebeu cidadania espanhola durante sua prisão, há mais de um ano.

O governo de Nicolas Maduro tem liberado oponentes desde que consolidou o poder após as eleições da assembleia constituinte em julho. Com as últimas liberações, a Venezuela ainda tem 360 presos políticos, segundo o Foro Penal. Durante o auge das prisões, em meio a protestos contra a constituinte, o número chegou a 676. 

Segundo analistas, Maduro tem forçado opositores a sair da Venezuela como uma estratégia para escolher seus adversários políticos em futuras eleições. / com AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.