Líder deposto de Honduras se reúne com equipe de Obama

Manuel Zelaya deve se encontrar neste domingo com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos

12 de julho de 2009 | 08h32

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, se reuniu no sábado, 11, com o secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, e deve se reunir neste domingo com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

 

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Fontes diplomáticas confirmaram que as reuniões de Zelaya em Washington fazem parte "dos esforços e gestões diplomáticas" feitas tanto por Insulza como pelos EUA para buscar uma solução para a grave crise vivida pelo país centro-americano por causa do golpe de Estado do dia 28 de junho que derrubou Zelaya e o expulsou do país. Segundo o representante da embaixada de Honduras em Washington, Rodolfo Pastos, Shannon e o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca para a América Latina, Dan Restrepo, reiteraram o apoio para que Zelaya seja restituído.

 

Tanto a OEA como os EUA insistem em que Zelaya deve retornar a seu país e ser restituído em seu cargo, como parte para restaurar a ordem constitucional no país. A Casa Branca está em contato com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, para acompanhar a mediação entre representantes do presidente deposto e o governo liderado por Roberto Micheletti, que assumiu o poder no país após o golpe de Estado. A secretária de Estado Hillary Clinton se ofereceu para ajudar o presidente costa-riquenho no que for necessário.

 

As negociações entre os representantes de Zelaya e o novo governo do país ainda não chegaram a um consenso. Dois dias de negociações mediadas pelo presidente costa-riquenho, Óscar Arias, entre os representantes de Zelaya e o líder interino de Honduras, Roberto Micheletti, terminaram na sexta-feira sem qualquer solução, mas Arias insistiu em que os dois lados concordaram em retomar as negociações em breve.

 

A presidência interina de Honduras confirmou que as negociações vão continuar. "Ordenamos que os representantes do presidente Micheletti permaneçam em San José para ter uma participação ativa em todas as discussões", afirmou o ministro designado da presidência, Rafael Pineda. Zelaya e Micheletti deram início às negociações na capital costa-riquenha na quinta-feira. Mas, em um sinal de sua mútua hostilidade, não se encontraram frente a frente, preferindo falar com Arias separadamente antes de deixar o país no mesmo dia.

 

Os EUA suspenderam as relações militares com Tegucigalpa e estão alertando que poderiam cortar US$ 200 milhões em ajuda. O Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Interamericano, por sua vez, congelaram linhas de crédito para o país.

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