Líder deposto de Honduras vem ao Brasil para reunião com Lula

Manuel Zelaya chega ao país nesta terça, mas deve se encontrar com o presidente na quarta-feira em Brasília

Efe e Associated Press,

11 de agosto de 2009 | 12h46

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chega na noite desta terça-feira, 11, ao Brasil para reunir-se nesta quarta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seu embaixador no Brasil (mantido no posto pelo governo autoproclamado), Víctor Manuel Lozano, está internado por problemas cardíacos.

 

A reunião colocada por Lula servirá para reforçar a posição do Brasil, que reconhece Zelaya como presidente constitucional de Honduras, segundo antecipou na semana passada o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia. O Brasil condenou o golpe de Estado em duros termos e exigiu a imediata restituição de Zelaya na Presidência. Além disso, mantém em Brasília o embaixador brasileiro em Tegucigalpa e suspendeu vários acordos de cooperação que desenvolvia com o governo de Honduras.

 

Porta-vozes da Presidência disseram que Lula manterá uma reunião com Zelaya no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde despacha de forma provisória, porque o Palácio do Planalto está em obras.Segundo as fontes, o encontro entre Lula e Zelaya, que será o primeiro desde o golpe de Estado de 28 de junho em Honduras, deve durar cerca de uma hora.

 

Zelaya foi expulso de seu país pelos militares em 28 de junho e destituído pelo Parlamento hondurenho, que designou em seu lugar Roberto Micheletti, até então presidente do Legislativo.

 

A Presidência brasileira não confirmou se Zelaya tem previsão de realizar outras atividades em Brasília. Na semana passada, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST) anunciou que convidou Zelaya a visitar um acampamento que a organização instalou em Brasília, para protestar contra as políticas agrárias de Lula, mas não confirmou se o político hondurenho aceitou o convite.

 

María del Rocío Velásquez, secretária do embaixador hondurenho no Brasil, afirmou que o diplomata estava com dificuldade para respirar e para dormir há vários dias, mas continuou despachando normalmente. Na segunda-feira, ele foi hospitalizado e permanece no hospital das Forças Armadas. Segundo ela, Lozano está sob forte pressão do governo de Micheletti desde o golpe de Estado no país.

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