Líder do Equador ganha força antes de referendo constitucional

O apoio ao presidente do Equador, RafaelCorrea, continua a crescer antes do referendo convocado paraaprovar uma nova Constituição, mostraram pesquisas naterça-feira. A nova Carta Magna deve ampliar os poderes do dirigente, umpolítico de esquerda. O especialista em pesquisas Santiago Perez disse que osresultados de sua enquete, divulgados na sexta-feira à noite,mostravam que o apoio à nova Constituição elevou-se a 50 porcento, perto da maioria necessária para aprová-la. A oposiçãoao texto constitucional rondava a casa dos 27 por cento. Correa, um ex-professor de faculdade, é popular entre osequatorianos por realizar gastos pesados em programas sociais epor causa de suas promessas de combater uma antiga classepolítica enraizada no poder e apontada pelo presidente como aculpada pela instabilidade que ajudou a derrubar os trêsantecessores dele no cargo. A nova Carta Magna daria ao dirigente mais poder sobre oPoder Legislativo e sobre o Poder Judiciário. Além disso,permitiria a reeleição dele uma vez mais. Adversários de Correa, ex-ministro da Economia e aliado dopresidente venezuelano, Hugo Chávez, dizem que o líderequatoriano deseja amealhar poderes ditatoriais. Em outra pesquisa divulgada na terça-feira, essa doinstituto CMS, o apoio à Constituição aumentou 4 pontospercentuais em relação ao resultado anterior, para 43 porcento. O CMS entrevistou, por telefone, 21.943 pessoas. "Mesmo depois dos embates com a Igreja e com os partidospolíticos, Correa continua a ter muita credibilidade", afirmoua um canal de TV o principal especialista do instituto,Santiago Cuesta, acrescentando que 24 por cento dos eleitoresopunham-se ao texto constitucional. Líderes da Igreja Católica do Equador afirmam que a novaCarta Magna abre as portas para o aborto e o casamento entrepessoas do mesmo sexo, algo negado por Correa. Segundoespecialistas, essa desavença poderia custar votos aopresidente no referendo de 28 de setembro. As pesquisas mostraram que algo entre 26 e 38 por cento doseleitores continuavam indecisos. A enquete de Santiago Perez entrevistou 1.380 pessoas epossuía uma margem de erro de 4 pontos percentuais. (Reportagem de Alonso Soto)

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