Líder guerrilheira nega envolvimento na morte do pai de Uribe

'Karina', ex-chefe das Farc que se entregou no domingo, está sendo ligada à morte do pai do líder colombiano

Associated Press,

19 de maio de 2008 | 16h18

A guerrilheira Nelly Avila Moreno, conhecida pelo codinome "Karina", negou nesta segunda-feira, 20, ter matado o pai do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe. Integrante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ela se entregou no domingo às autoridades.  Veja também:Líder guerrilheira das Farc negociou rendição com a Colômbia Líder guerrilheira se entrega na ColômbiaPor dentro das Farc Histórico dos conflitos armados na região    "Não tenho minhas mãos manchadas" por essa morte, assegurou a rebelde. "Não conheço nem nunca soube quem foi que assassinou o pai do presidente". Karina foi descrita pelas autoridades como uma guerrilheira "sanguinária". Ela teve sob seu comando até 300 rebeldes. O nome dela já foi vinculado à morte, em 1983, de Alberto Uribe Sierra, pai do atual presidente. "Essa versão vem circulando há muito tempo", disse o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos. Ele afirmou, porém, que não tem elementos para confirmar no momento o fato. A guerrilheira foi apresentada em uma entrevista coletiva pelo chefe do Exército, Mario Montoya. Segundo ele, as Farc estão "dizimadas."

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