Líder oposicionista venezuelano é denunciado por enriquecimento

O Ministério Público da Venezuela apresentou na quinta-feira denúncia de enriquecimento ilícito contra um dos principais dirigentes da oposição, o ex-governador Manuel Rosales, que se disse vítima de um "julgamento terrorista" para calar rivais do presidente Hugo Chávez. Se condenado, Rosales pode ser destituído do cargo de prefeito de Maracaibo, para o qual acaba de ser eleito. Ele foi derrotado por Chávez na eleição presidencial de 2006 e pretende se apresentar outra vez. Há meses Chávez vem dizendo que Rosales deveria ser preso por comandar máfias no Estado petroleiro de Zulia, que Rosales governou até este ano. Um porta-voz da Promotoria disse à Reuters, sem dar detalhes, que o político "foi imputado por enriquecimento ilícito". Um advogado dele também evitou detalhar as acusações, alegando sigilo de Justiça. Rosales disse a jornalistas que as acusações são "mentiras em diferentes tempos e em diferentes datas, são coisas que se vem repetindo insistentemente, buscando o que nunca poderão achar". Ele disse ainda que Chávez está tentando impedir a consolidação da oposição, que conquistou prefeituras importantes na eleição do último dia 23. Há poucas semanas, a Assembléia Nacional, dominada pelo chavismo, interrogou Rosales por cerca de oito horas, devido a suspeitas de enriquecimento ilícito, aquisição ilegal de imóveis, fraude fiscal e doação de patrimônio do governo estadual. (Por Fabián Andrés Cambero)

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