Líder opositor de Santa Cruz pede que ONU pacifique a Bolívia

Marinkovic se dirige diretamente ao responsável das Nações Unidas 'com a omissão expressa' da OEA

Efe,

13 de setembro de 2008 | 01h57

O líder do Comitê Cívico de Santa Cruz, o opositor Branko Marinkovic, pediu nesta sexta-feira, 12, ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que adote medidas para conseguir a "pacificação" da Bolívia. Veja também:Governo da Bolívia declara estado de sítio na região de PandoOEA pede diálogo na Bolívia; alimentos começam a faltarSobe para 14 o número de mortos em conflitos na BolíviaEvo descarta repressão armada em meio à violência na BolíviaGoverno boliviano propõe diálogo com oposição Missão diplomática brasileira para Bolívia segue indefinidaEntenda os protestos da oposição na BolíviaEnviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia Imagens das manifestações   Marinkovic leu uma carta que dirigiu ao secretário da ONU para explicar a situação atual na Bolívia, assolada há três semanas por conflitos que geraram uma onda de violência na qual morreram várias pessoas na região nortista de Pando. O líder cívico disse a Ban Ki-moon que é necessário "adotar as medidas necessárias para conseguir a pacificação de um país fundador da ONU, como é a Bolívia". Marinkovic se dirigiu diretamente ao responsável das Nações Unidas "com a omissão expressa" da Organização dos Estados Americanos (OEA), que, em sua opinião, age com "parcialidade e falta de objetividade em diversas circunstâncias". "Em muitas outras oportunidades, longas demais para detalhar agora, o organismo regional provou ser ineficiente", afirmou o dirigente cívico na carta dirigida ao secretário da ONU. Marinkovic, que é um dos mais duros opositores ao presidente Evo Morales, acusou o governante de ter "uma animosidade absolutamente injusta e totalmente racista em direção ao leste boliviano" e as regiões de Tarija, Chuquisaca, Beni e Pando.

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