Lobão nomeia dois secretários para monitorar crise na Bolívia

José Lima de Andrade Neto e Ronaldo Schuck são indicados pelo ministro para trabalhar junto com a Petrobrás

Leonardo Goy, de O Estado de S. Paulo,

10 de setembro de 2008 | 19h06

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, designou dois secretários de sua pasta para acompanhar a situação do fornecimento de gás natural da Bolívia, segundo informou a assessoria de imprensa do ministério. São eles: o secretário de Petróleo e Gás, José Lima de Andrade Neto, e o secretário de Energia, Ronaldo Schuck. De acordo com o ministério, os dois vão trabalhar junto com a Petrobras para monitorar a situação.   Veja também: Gasoduto explode e Bolívia suspende 10% do fornecimento ao Brasil Lula acompanha crise na Bolívia; país continua sob protestos Enviada do 'Estado' mostra imagens dos protestos na Bolívia     O ministério ainda aguarda a consolidação dos fatos para tomar outras decisões. A avaliação é de que as informações vindas da Bolívia são confusas. Consta que houve uma fissura em um dos gasodutos que abastece o Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil).   A assessoria do Ministério de Minas e Energia disse que ainda não há registro de corte no fornecimento de gás para o Brasil, mas é importante ressaltar que o gasoduto possui uma certa capacidade de armazenamento. Assim, pode levar até dois dias para que um problema de abastecimento na origem se reflita em corte de fornecimento na ponta brasileira.   Segundo técnicos que preferiram não se identificar, se a redução de gás for mesmo de 3 milhões de metros cúbicos, por um período de 10 a 15 dias, como vem sendo comentado, isso não seria suficiente para o governo decretar algum tipo de contingenciamento. Isso porque a Petrobras teria como absorver internamente esse déficit reduzindo o consumo de gás em suas próprias instalações, como ela já fez em outras ocasiões.

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