Ken Gilbert/AP
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Lobo defende anistia a golpistas e renúncia de Micheletti

Eleito em Honduras negocia saída do presidente de facto antes da posse para dar legitimidade a seu governo

REUTERS

09 de dezembro de 2009 | 07h46

O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, mostrou-se na terça-feira partidário de uma anistia para os que participaram de um golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya em junho, ao mesmo tempo que busca conseguir o reconhecimento da comunidade internacional. governantes que reconheceram as eleições presidenciais organizadas pelo governo de facto de Honduras.

 

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O presidente eleito, do oposicionista Partido Nacional, disse que conversou com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e do Panamá, Ricardo Martinelli, sobre a possibilidade do presidente de facto, Roberto Micheletti, renuncie antes da posse de Lobo, prevista para 27 de janeiro, para dar legitimidade ao novo governo.

Lobo acrescentou que essa posição também foi discutida com a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

"Politicamente, não haverá nenhum delito que possa ser imputado. Tem de haver uma anistia para todos os setores", disse Lobo em entrevista coletiva conjunta com os demais presidentes após reunião na casa de Arias.

Muitos países disseram que as eleições de 29 de novembro foram limpas e que não há razão para não reconhecer Lobo, mas querem que a ordem constitucional seja estabelecida antes de 27 de janeiro e que assim seja cumprido um acordo fechado entre Zelaya e o governo de facto no final de outubro.

 

Zelaya pede acordo

 

Zelaya disse nesta terça-feira que oLobo, não poderá fazer uma boa administração se não chegar

a um acordo com os setores envolvidos na crise política vivida pelo país desde o dia 28 de junho.

 

"O novo governo que tomará posse em 27 de janeiro não poderá operar sem um acordo de governabilidade com todas as partes envolvidas nesse processo", afirmou Zelaya à rádio hondurenha "Globo".

 

O líder deposto segue na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, cercada pela polícia e o exército desde 21 de setembro. Segundo Zelaya, as últimas eleições "não têm legitimidade pelo alto número de abstenção, já que só 40% dos eleitores votaram".

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