Local de atentado é palco de manifestação em Bogotá

Centenas de pessoas traziam palavras de ordem contra a violência

Efe

13 de agosto de 2010 | 04h06

BOGOTÁ - Cerca de 200 pessoas se concentraram na quinta-feira perante o edifício que abriga as sedes da Caracol Radio, do grupo espanhol Prisa e da Agência Efe em Bogotá, em resposta ao atentado terrorista que na quinta-feira, 12, causou grande comoção em todo o país.

Com cartazes que traziam diferentes palavras de ordem contra a violência, dezenas de cidadãos foram se reunindo desde o fim da tarde em frente ao edifício, em resposta a uma convocação popular que foi se estendendo sobretudo pelas redes sociais da internet e diferentes meios de comunicação.

Uma concentração pacífica, que teve participação também da imprensa e de organizações sociais e internacionais, entre eles o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos na Colômbia, Christian Salazar.

Também participaram Esteban e Martín Santos, filhos do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que ficaram sabendo da manifestação pelo serviço de microblogs Twitter.

"Estes eventos terroristas não nos vão assustar, não nos vão intimidar. Estamos aqui para mostrar a força, a serenidade e principalmente a personalidade e pujança do povo colombiano", afirmou o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, outro que foi apoiar a manifestação.

O atentado, realizado às 5h30 locais na quinta-feira (7h30 em Brasília), com um veículo que continha 50 quilos de explosivos, provocou grandes danos materiais em vários edifícios da região, onde há muitos imóveis e escritórios.

Segundo o último balanço das autoridades, 808 pessoas foram afetadas, das quais 36 ficaram feridas (embora todas já tenham recebido alta), e em 424 casas foram danificadas em consequência do atentado.

A explosão, que não provocou uma tragédia maior por que havia poucas pessoas na rua e os escritórios ainda estavam fechados, comoveu a capital colombiana. Desde outubro de 2006 não havia um atentado a bomba na cidade.

No local do atentado há um complexo formado por um edifício principal e dois anexos, todos eles dedicados a escritórios, onde empresas, escritórios de advogados e consultoras, muitas delas estrangeiras, têm suas sedes.

O atentado ainda não foi reivindicado, e por isso não se sabe se seus autores tinham um alvo específico.

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