Lugo reduz atividade no fim de semana, por recomendação médica

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, restringiu suas atividades na sexta-feira por recomendação médica, mas continuou sem sintomas após sua primeira sessão de quimioterapia para tratar de um câncer linfático diagnosticado recentemente, informaram fontes oficiais.

REUTERS

20 de agosto de 2010 | 15h18

A saúde de Lugo, socialista moderado de 59 anos que sofre de linfoma não-Hodgkin com envolvimento ósseo, voltou à cena na manhã de sexta-feira, quando o mandatário deixou a sede do governo e pouco depois recebeu a visita de um de seus médicos em sua residência.

A Presidência esclareceu em seguida, porém, que ele continuaria mantendo reuniões e "reduziria" as atividades da agenda no fim de semana, no nono dia depois da primeira de seis sessões de quimioterapia indicadas no seu tratamento, segundo um boletim médico.

"Acabo de falar há alguns minutos com o presidente. Ele não tem nenhum problema pontual neste momento e está trabalhando," disse o ministro das Comunicações, Augusto Dos Santos, à emissora de rádio Primero de Marzo.

Ele acrescentou que Lugo suspendeu a atividade porque adiantou uma entrevista. "O que queremos é ter um presidente muito ativo de segunda a sexta (...) queremos aproveitar o fim de semana para as restrições, para não afetar a agenda", explicou.

Lugo começou a se tratar em São Paulo, onde ficou internado quatro dias na semana passada para confirmar o diagnóstico e determinar os passos a seguir. Ele irá se submeter a quimioterapia aproximadamente a cada três semanas. Depois da terceira sessão deve voltar ao Brasil para um acompanhamento de controle.

No domingo, o presidente completou seu segundo ano de um mandato de cinco anos, marcado por constantes rusgas com o Congresso de maioria opositora, que tem dificultado o andamento de projetos governistas, e pela relação tensa com o vice-presidente, o liberal Federico Franco.

A doença do governante despertou preocupação com a possibilidade de que ele não consiga terminar seu mandato, mas tanto Lugo como seus colaboradores e médicos garantiram que o tratamento não vai interferir em suas funções.

(Reportagem de Daniela Desantis. Editado por Lucila Sigal)

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