Lula abordará situação de Honduras em discurso na ONU

Assessor afirma que presidente brasileiro ainda falará sobre a crise econômica e embargo contra Cuba

estadao.com.br,

23 de setembro de 2009 | 00h34

O presidente Lula deve abordar a situação de Honduras no discurso. O tema será tratado agora com mais detalhes, diante dos desdobramentos ocorridos com a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, e o abrigo dele na embaixada brasileira.

 

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Tradicionalmente, Lula é o primeiro a discursar nos debates. O assessor para Assuntos Especiais, Marco Aurélio Garcia, descreveu outros dois temas que serão tratados pelo presidente, nesta quarta-feira. Cerca de um ano depois da falência do Lehman Brothers, Lula vai fazer um balanço sobre os avanços feitos desde então - "o que foi positivo na iniciativa dos governos e o que resta fazer", disse Garcia. De uma certa forma, o presidente estará antecipando as questões que ele vai expor de forma mais detalhada na reunião de cúpula do G-20, disse Garcia.

 

De acordo com ele, Lula deve voltar a temas que são recorrentes no discurso da política externa brasileira, como a mudança das Nações Unidas para torná-la mais representativa, mudanças no Conselho de Segurança e uma maior representatividade do Conselho Econômico Social (o Ecosoc), para que o organismo possa se voltar mais à discussão dos temas relacionados com a crise.

 

Outra questão será a da governança mundial. Os organismos multilaterais, como Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, estão com um sistema de representação muito deficiente em relação aos países emergentes é necessário corrigir isso, acrescentou Garcia.

 

"Nós acreditamos que os organismos saídos de Breton Woods Fundo Monetário, Banco Mundial, estão efetivamente com um sistema de representação de países emergentes muito deficiente e, portanto é preciso que corrigir isso", disse Garcia. "Ao mesmo tempo também nos acreditamos que não só os organismos multilaterais que se debruçam sobre a questão econômica, mas também aqueles que se debruçam sobre os temas políticos estão carentes de representatividade", afirmou o assessor.

 

Garcia antecipou que o último tema que vai ocupar a intervenção do presidente são as mudanças climáticas. Segundo o assessor, Lula deve reiterar as posições já conhecidas do Brasil e também antecipar as preocupações que o governo brasileiro levará a reunião de Copenhague, em novembro.

 

(Com Nalu Fernandes, da Agência Estado, e BBC Brasil)

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