Lula apóia mediação de Chávez para acordo com as Farc

Segundo o governo venezuelano, brasileiro ligou para colega para oferecer toda 'colaboração necessária'

Agência Estado e Associated Press,

04 de setembro de 2007 | 12h56

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta terça-feira, 4, que respalda as gestões realizadas por seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez, para obter um acordo humanitário que permita a libertação de um grupo de pessoas seqüestradas por guerrilheiros na Colômbia. Veja TambémChefe das Farc diz que encontro com Chávez é possívelColômbia confirma morte de chefe do tráfico Por meio de um comunicado, o Ministério das Comunicações da Venezuela informou que Lula conversou por telefone com Chávez para lhe oferecer "toda a colaboração política e diplomática necessária a essa delicada tarefa". O governante brasileiro considera a mediação venezuelana de "importância estratégica" para o Brasil pelo fato de o País compartilhar uma extensa fronteira com a Colômbia, diz o comunicado emitido por Caracas. Os dois presidentes também concordaram, ao longo de um diálogo que se estendeu por 40 minutos, em se encontrar no próximo dia 20 em Manaus para avaliar o intercâmbio econômico-comercial e a questão energética, especialmente o projeto de um gasoduto sul-americano que vem sofrendo atrasos nos últimos meses. No fim de agosto, Chávez aceitou um pedido de familiares de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que atuasse como facilitador de uma troca humanitária que possibilite a libertação de 45 pessoas seqüestradas pelo grupo rebelde e mantidas em cativeiro há anos. No último fim de semana, em visita a Bogotá, Chávez reuniu-se com o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, para conversar sobre a possibilidade de um acordo por meio do qual os reféns fossem soltos em troca da libertação de rebeldes detidos pelo governo colombiano. Entre os reféns figura a ex-presidenciável Ingrid Betancourt, que possui dupla cidadania colombiana e francesa, o que também levou o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a manifestar apoio à intermediação de Chávez.

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