Lula confirma presença em reunião para discutir crise boliviana

Encontro emergencial da Unasul foi convocada pela presidente do Chile e acontecerá nesta segunda

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

13 de setembro de 2008 | 21h02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que vai participar na segunda-feira, 15, da reunião emergencial da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), convocada pela presidente do Chile, Michelle Bachelet, para discutir a situação na Bolívia. A decisão do presidente foi comunicada por assessores do Palácio do Planalto aos demais países que integram o grupo.  Veja também:Entenda os protestos da oposição na BolíviaFilas se formam em frente às distribuidoras de gás  Imagens das manifestações  Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA  Apesar de ter cumprido uma extensa agenda de trabalho no Rio de Janeiro neste sábado, o presidente acompanhou atentamente a situação na Bolívia, informaram assessores da Presidência da República. De acordo com a Associated Press, pelo menos 18 pessoas já morreram nos confrontos entre partidários e opositores do presidente Evo Morales. Neste domingo, o presidente passará o dia em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, na casa do governador Sérgio Cabral. Até segunda-feira, o presidente Lula pretende fazer contato com os demais presidentes que integram o Unasul. Até o momento, o primeiro compromisso do presidente Lula na segunda-feira está mantido. Lula vai participar, às 10 horas, da cerimônia para ampliação da fábrica da Volkswagen de Resende, no Rio de Janeiro. A convocação da reunião de emergência da Unasul havia sido feita pelo presidente venezuelano Hugo Chávez. Chávez, que ao longo dos últimos dias declarou que estava disposto a qualquer medida para proteger o governo de seu aliado Morales, foi o primeiro em confirmar sua presença, de forma enfática: "É óbvio que irei!". A convocação parte do Chile porque o país exerce a presidência da Unasul atualmente. A Unasul é composta pelos 12 países da América do Sul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana (a ex-Guiana Britânica). As únicas exclusões da Unsaul na América do Sul são a Guiana Francesa (departamento de além-mar da França) e as Ilhas Malvinas (pertencente à Grã-Bretanha). A Unasul foi criada no ano passado, com a intenção de aprofundar a integração econômica e política da região. Sua antecessora foi a Comunidade Sul-americana de Nações (CSN), fundada originalmente em 2004.  Fontes do governo argentino indicaram que a cúpula de emergência terá como principal objetivo "tomar uma ação conjunta" para restabelecer a paz na turbulenta Bolívia. Segundo Chávez, os presidentes dos países que integram a Unasul irão à Santiago "com visão de unidade para responder com uma única voz e apoiar a Bolívia".

Tudo o que sabemos sobre:
Crise na BolíviaLulaUnasul

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.