Lula diz que Brasil auxiliará Guiana na Presidência da Unasul

País vai enviar diplomatas a nação que tem alto índice de pobreza e com mínima capacidade institucional

Efe

26 de novembro de 2010 | 04h08

GEORGETOWN - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira que dois diplomatas brasileiros trabalharão em Georgetown para ajudar a Guiana a presidir a União de Nações Sul-americanas (Unasul).

A Guiana, um país com alto índice de pobreza e pouca capacidade institucional, assumirá na sexta-feira a chefia temporária do organismo, substituindo, pela ordem alfabética, o Equador.

Na cerimônia, que teve lugar no Centro Cultural Nacional de Georgetown, Lula anunciou a assistência do Brasil à Guiana para realizar a tarefa. Além do destacamento dos dois diplomatas brasileiros durante todo o período de Presidência do país vizinho, a oferta inclui a possibilidade de reuniões da Unasul serem realizadas em cidades brasileiras.

O presidente aproveitou para pedir o apoio da Guiana para que o Mercosul - integrado atualmente por Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina - negocie um acordo comercial com a Comunidade do Caribe (Caricom) "quando os países caribenhos estiverem prontos".

Lula chegou nesta quinta-feira a Georgetown para participar de sua última cúpula da Unasul, já que passará o comando do Brasil à presidente eleita, Dilma Rousseff, em 1º de janeiro.

Durante o ato, o presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, qualificou Lula de "um verdadeiro herói sul-americano, um estadista mundial e um defensor do mundo em desenvolvimento".

Depois, conferiu ao brasileiro a "Ordem da Excelência", a mais alta condecoração do país, diante dos chanceleres da Unasul, outros delegados dos países-membros e convidados de honra.

A cerimônia terminou com uma apresentação cultural de grupos de dança que representaram os diferentes grupos étnicos da Guiana. A sessão plenária da cúpula acontecerá nesta sexta-feira. Na ocasião, os países-membros ratificarão uma cláusula democrática que estabelece medidas de resposta coletiva em casos de tentativa de golpe de Estado na região e cujo texto foi estipulado pelos chanceleres nesta quinta.

Os delegados também tratarão da sucessão de Néstor Kirchner na Secretaria-Geral da Unasul. Lula viajou para Georgetown acompanhado do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, enquanto Dilma preferiu permanecer em Brasília para tratar da formação do seu futuro gabinete.

Durante a cerimônia desta quinta-feira, Lula manifestou o interesse na construção de uma represa hidroelétrica na Guiana e anunciou um acordo entre os dois países para que a Eletrobrás realize estudos para identificar o lugar mais propício para a usina.

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