Dida Sampaio/AE
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Lula e Chávez aprovam acordo conquistado em Honduras

Presidente do Brasil afirma que 'não se aceita mais golpe militar'; para líder venezuelano acordo 'abre horizonte'

Efe,

30 de outubro de 2009 | 21h13

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Hugo Chávez, da Venezuela, expressaram nesta sexta-feira, 30, sua aprovação pelo acordo alcançado em Honduras para acabar com a crise gerada pelo golpe de Estado que em 28 de junho retirou da Presidência Manuel Zelaya.     

  

"Somos favoráveis que seja o Congresso hondurenho, e o presidente Zelaya a presidir as eleições de 29 de novembro e que depois Honduras volte à normalidade", comentou Lula à imprensa, durante sua visita à Venezuela.

 

"Houve um acordo e espero que seja cumprido. Acho que terminará bem", acrescentou o líder brasileiro, em breves declarações à imprensa quando subia ao avião para voltar ao Brasil.

 

Lula disse que Tegucigalpa "passou o que deveria passar, fechou um acordo, agora deve convocar eleições, e voltar à normalidade. Fica a lição que não se aceita golpe militar e todos defendem o fortalecimento da democracia".

 

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Além disso, Lula ressaltou "a participação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e dos países da América Latina para encaminhar o acordo".

 

Já o governante venezuelano, Hugo Chávez, afirmou "que com o acordo de quinta-feira (29) em Tegucigalpa parece que há um horizonte aberto para a democracia e a volta do fio constitucional em Honduras". "Não podemos permitir o retorno dos ditadores na América Latina", acrescentou o governante venezuelano.

 

Chávez e Lula se reuniram na localidade de El Tigre, no sétimo encontro de trabalho em que foram assinados 15 novos acordos, entre os quais a construção e operação conjunta de uma refinaria em Pernambuco.

 

Na quinta-feira, 29, o convênio assinado entre os delegados de Zelaya e do líder de fato em Honduras, Roberto Micheletti, atribui ao Congresso Nacional à decisão sobre a restituição de Zelaya.

 

O acordo inclui o estabelecimento de um Governo de reconciliação nacional, verificação internacional, uma comissão da verdade, o reconhecimento das eleições de novembro, e a rejeição a uma anistia política e a uma Assembleia Constituinte.

 

O convênio não estabelece prazos para o Parlamento resolver a restituição, disseram à imprensa local os chefes das comissões de diálogo de Micheletti e Zelaya, Armando Aguilar e Víctor Meza, respectivamente.

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