Carlos Barria/Reuters
Carlos Barria/Reuters

Lula e Préval anunciam novos acampamentos para desabrigados

Para Lula, acampamentos pequenos evitariam tumultos; 1 milhão de haitianos estão vivendo nas ruas do país

Efe,

25 de fevereiro de 2010 | 19h30

Cerca de um milhão de haitianos que estão vivendo nas ruas desde o terremoto de 12 de janeiro serão levados para pequenos acampamentos, anunciaram nesta quinta-feira, 25, em Porto Príncipe o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega haitiano, René Préval.

 

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Lula e Préval assinaram nesta quinta acordos bilaterais nas áreas de educação e agricultura. Após o ato, o presidente brasileiro disse que os pequenos acampamentos evitarão os tumultos que poderiam ocorrer em grandes áreas.

 

Já Préval explicou que, embora a intenção inicial fosse levar essas pessoas para grandes terrenos, ficou comprovado que o povo quer permanecer perto de seu local original de residência. Por isso, serão habilitadas pequenas áreas nas quais entre 50 e 100 famílias terão abrigo.

 

Depois de passar por Cuba, Lula chegou nesta quinta ao Haiti em sua terceira visita ao país caribenho,

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com o objetivo de demonstrar que o compromisso do governo brasileiro com o país caribenho não é efêmero.

 

O encontro com Préval aconteceu na sede do batalhão brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil, onde Lula presenciou um desfile militar.

 

Lula defendeu o perdão da dívida externa haitiana e insistiu na importância de "reforçar o Governo do Haiti, legitimamente eleito", e de destinar fundos de apoio orçamentário ao Executivo, tal como foi acordado nesta semana em reunião dos países da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

 

"É o Governo do Haiti que deve dizer o que é preciso fazer, onde é preciso fazê-lo e como é preciso fazê-lo", disse Lula, que também ressaltou a necessidade de favorecer a criação de novas linhas de crédito para gerar empregos com o apoio dos organismos financeiros multilaterais.

 

"As coisas no Haiti são muito mais graves do que as pessoas imaginam", afirmou Lula, que se mostrou convencido de que "os homens e as mulheres do Haiti sairão com a cabeça erguida e muito mais força" dos problemas que atravessam na atualidade.

 

O Brasil, por sua vez, fará "todo o possível" para ajudar ao Haiti, sempre de acordo com seu governo, expressou Lula.

 

O presidente haitiano agradeceu o apoio do Brasil que, lembrou, remonta ao ano de 2004, quando a atual missão da ONU se instalou no país sob liderança brasileira, e se mostrou convencido de que esse apoio se manterá "à medida dos desafios" enfrentados pelo país caribenho.

 

Com sua visita, Lula se junta a outros presidentes que também passaram pelo Haiti após o terremoto, como o dominicano Leonel Fernández, o equatoriano Rafael Correa, o francês Nicolas Sarkozy, e a chilena Michelle Bachelet.

 

Após finalizar suas atividades no Haiti, Lula deve seguir rumo a El Salvador, a última etapa de sua atual viagem pela América Latina.

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