Lula pedirá a Obama agenda de desenvolvimento para a AL

Encontro do presidente com o líder americano foi antecipado para o próximo sábado, dia 14 de março

Alexandre Rodrigues, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2009 | 11h39

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 6, que, no encontro que terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá a ele uma agenda de desenvolvimento para a América Latina. Lula afirmou que defenderá a ampliação dessa agenda para além do combate ao narcotráfico e ao crime organizado. O presidente participou do lançamento do Território de Paz no bairro São Pedro, na periferia de Vitória. Lula será recebido pelo colega Barack Obama na Casa Branca em pleno sábado, dia 14. Originalmente, a visita estava marcada para três dias depois, mas houve um problema de agenda, obrigando a mudança. No meio diplomático, foi considerada uma deferência ao Brasil o fato de a visita ter sido remarcada para um sábado. Ao todo, o presidente Lula vai se encontrar três vezes com Obama em pouco mais de um mês - Washington, em 14 de março; Londres, em 2 de abril, na reunião do G-20; Trinidad Tobago, entre os dias 17 e 19 de abril, na Cúpula das Américas. A relação conflituosa dos Estados Unidos com a Venezuela e com Cuba será um dos temas do encontro entre os dois presidentes, na Casa Branca. Em conversa mantida na noite de quarta-feira, por telefone, Lula sugeriu ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, levar a Obama essas dificuldades. A proposta foi aceita. A informação foi dada pelo próprio presidente venezuelano, em entrevista concedida em Caracas, e também confirmada por assessores do Palácio do Planalto. Desde a vitória de Obama, Lula já defendia o debate sobre os países que mantêm relação conflituosa com os EUA. Em conversas por telefone, no ano passado e neste ano, Lula pediu que Obama reavaliasse as relações de seu país com a América Latina. O presidente brasileiro já pediu publicamente que os Estados Unidos reavaliem embargo econômico imposto a Cuba, uma das agendas mais delicadas para os americanos na região. Assessores do Planalto observam que, desde o governo do ex-presidente George W. Bush, Lula vem sendo tratado pelos Estados Unidos como um interlocutor importante na região.  (Com Patrícia Campos Mello, de O Estado de S. Paulo)

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