Lula propõe a Obama reunião com a Unasul sobre bases

Por telefone, presidente brasileiro pediu para que americano sugerisse data e local para o encontro

Leonêncio Nossa, de O Estado de S. Paulo,

21 de agosto de 2009 | 13h27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs nesta sexta-feira, 21, ao presidente dos EUA, Barack Obama, uma reunião com a União das Nações Sul-americanas (Unasul) para discutir a ampliação da base americana na Colômbia. A informação foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, na portaria do Palácio da Alvorada, depois de acompanhar a conversa por telefone dos dois presidentes.

 

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No telefonema, que durou cerca de 30 minutos, Lula ainda pediu garantas jurídicas por parte dos EUA e da Colômbia, para que as bases tenha por finalidade apenas o combate ao narcotráfico. Lula, segundo o ministro, pediu que Barack Obama sugerisse uma data e local para a reunião. A próxima reunião da Unasul será no dia 28 de agosto, em Bariloche, na Argentina, e a questão não deve ser discutida nesse encontro, segundo o ministro.

 

"O presidente Lula reiterou que respeita a soberania da Colômbia, mas salientou que há uma sensibilidade na região e que em alguns países essa sensibilidade ainda é maior", disse Amorim, referindo-se ao Equador e a Venezuela, que têm divergências políticas com a Colômbia. Amorim relatou que o presidente americano vai considerar a hipótese e avaliar a possibilidade de uma reunião da Unasul. "Ele (Obama) disse que avaliaria essa possibilidade com sua equipe e agradeceu o conselho", disse Amorim.

 

O ministro informou ainda que nos próximos dias vai enviar um técnico do governo americano para dar esclarecimentos ao governo brasileiro sobre a ampliação da base. Ainda na conversa, Lula comentou sobre a situação política em Honduras e disse que a volta do presidente afastado, Manuel Zelaya é imprescindível para a democracia em toda a região. Lula avaliou que é preciso uma pressão adequada por parte da Organização dos Estados Americanos. (OEA) Já Obama fez um relato de medidas adotas pelos EUA, no caso de Honduras e informou que será enviada uma missão americana ao País para avaliar a crise.

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