Lula sugere que OEA peça desculpas a Cuba por expulsão

O presidente esclareceu, no entanto, que o Brasil 'não defende' o retorno de Cuba à OEA

Efe

18 de dezembro de 2008 | 21h15

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira, 18, que a OEA deve "desculpas" a Cuba por sua expulsão do organismo em 1962, por desrespeitar a Cláusula Democrática, que excluía países governados por ditaduras - no entanto, omitida posteriormente em relação a diversos países da região.   Veja também:  Embargo não tem base política e ética, diz Lula  Raúl Castro é recebido por Lula e critica europeus  América Latina e Caribe criarão órgão sem os EUA    Segundo disse Lula na abertura da visita oficial que o ditador cubano Raúl Castro faz hoje ao Brasil, a participação de Cuba na 1ª Cúpula da América Latina e do Caribe, realizada nesta semana, "deixa claro" que esse país "também quer ter uma voz nos destinos de nossa região".   Lula afirmou que "esse é o sentido também da incorporação de Cuba ao Grupo do Rio" e anunciou que o Brasil "se empenhará junto com outros países para que seja revogado o ato de exclusão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA)".   Esclareceu, no entanto, que o Brasil "não defende" o retorno de Cuba à OEA, porque tal como expressou Raúl Castro esse país não o deseja, mas afirmou que "deve haver uma reparação" sobre a expulsão.   "Em algum momento é preciso pedir desculpas aos países e aos povos, pelos erros cometidos", disse o presidente brasileiro.   "Eu não tive vergonha em pedir desculpas à África por 300 anos de escravidão", mas "nos países ricos a palavra 'desculpa' não existe", alegou Lula em uma aberta provocação aos Estados Unidos, que foi o promotor da expulsão de Cuba da OEA.

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