Mary Altaffer/AP
Mary Altaffer/AP

Luta contra as Farc vai até que guerrilha entregue as armas, diz Santos

Para presidente, morte de nº 2 da organização é vitória, mas momento ainda não é o de comemorar

Efe,

23 de setembro de 2010 | 22h39

BOGOTÁ- O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, prometeu nesta quinta-feira, 23, continuar com a luta contra as Farc até que o grupo se desmobilize e entregue as armas, e voltou acelebrar a morte do chefe militar da guerrilha, conhecido como "Mono Jojoy".

 

"Esta operação é uma grande vitória, mas não é a hora de comemorarmos. Esse é o momento de seguir lutando até que todos os violentos entendam que o único caminho é a desmobilização e o abandono das armas e do terrorismo", disse o presidente de Nova York, onde está participando da Assembleia Geral da ONU.

 

Santos afirmou que não baixará a guarda: "Pessoalmente, seguirei à frente da execução da estratégia que nos permita consolidar a segurança de todos os colombianos".

 

"Vamos por vocês, não pouparemos esforço algum e vocês sabem que nós sabemos cumprir!", exclamou o governante em um eufórico discurso à nação colombiana.

 

O presidente voltou a dizer que Víctor Julio Suárez, conhecido como "Jorge Briceño Suárez" ou "Mono Jojoy", era "símbolo do terror na Colômbia, era símbolo da crueldade, da desumanidade e da uma organização que por quase meio século tem jogado com a vida e a liberdade dos colombianos".

 

Segundo Santos, "o mundo recorda com horror as imagens horripilantes nas quais o terrorista humilhava seus indefesos sequestrados reclusos em atrozes campos de concentração".

 

"Não só a Colômbia se livrou de um assassino, mas também vocês se livraram de um assassino que os castigava com pena de morte por qualquer suspeita e que os mantinha presos na escuridão da selva", declarou o presidente em uma mensagem direta a guerrilheiros das Farc, a quem voltou a pedir que se desmobilizem.

 

Para Santos, a guerrilha está "desmoronando por dentro", e "o êxito dessa operação contribuiu também para gente das próprias Farc, cansada de tanta crueldade de do permanente assédio" das forças públicas.

 

"A Colômbia pode ser um país sem guerrilha, um país sem terrorismo; e vamos demonstrar isso pela razão ou pela força", concluiu um Santos exultante pelo êxito da operação "Sodoma", pela qual as Farc sofreram seu maior golpe em seus mais de 45 anos de existência.

 

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