Má gestão agrava crise de saúde na Venezuela

Médicos alertam para falta de pessoal nos hospitais de Caracas; cinco recém-nascidos morreram na quinta

Roberto Lameirinhas, enviado especial de O Estado de S. Paulo,

31 de março de 2008 | 16h20

A face mais cruel da má gestão e dos equívocos da política de saúde do governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, voltou a exibir-se na madrugada da quinta-feira, quando se constatou a morte de cinco recém-nascidos na Maternidade Concepción Palacios, em Caracas. Segundo Giuseppe Mandolfo, vice-presidente da associação de médicos do hospital, as mortes ocorreram por falta de pessoal. Durante o plantão, apenas um médico e um enfermeiro cuidavam das mais de 60 incubadoras da UTI neonatal, onde os bebês morreram. "Antes, tínhamos quatro médicos nesse setor por plantão - que já não podiam prestar um atendimento adequado -, agora, temos só um", disse ao Estado um dos médicos da Concepción Palácios, que pediu para não ter o nome publicado. Para Ligia González, chefe do setor de hospitalização da maternidade, os baixos salários acabaram afastando os médicos da instituição, apresentada pelo governo Chávez como modelo de atendimento à população de baixa renda. "Eu, como chefe de setor, e depois de 15 anos de trabalho aqui, ganho cerca de 1.200 bolívares fortes (R$ 1,4 mil)." Leia a reportagem completa na editoria de Internacional de O Estado de S. Paulo desta terça, 1.

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaHugo ChávezSaúde

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.