Machado Ventura, comunista sempre ao lado de Fidel

Membro do Partido Comunista de Cuba é novo primeiro vice-presidente do país, atrás de Raúl Castro

Efe,

24 de fevereiro de 2008 | 20h59

O novo primeiro vice-presidente de Cuba, o médico José Ramón Machado Ventura, é um dos homens que acompanhou Fidel Castro desde os anos de levante contra o ditador Fulgêncio Batista. Machado Ventura é um de seus mais próximos colaboradores. Membro do Partido Comunista de Cuba (PCC) e um dos cinco vice-presidentes do Conselho de Estado em períodos anteriores, a partir deste domingo, 24, é o segundo em escala governamental, atrás de Raúl Castro.   Veja também: Raúl Castro é o novo presidente de Cuba Chávez aplaude escolha de Raúl Castro como presidente Leia a cobertura completa sobre a sucessão de Fidel Após 49 anos no poder, Fidel Castro renuncia à Presidência Raúl Castro torna-se guardião da revolução Você acha que o regime em Cuba mudará?   Após 49 anos, o comandante sai de cena    Machado Ventura é chefe do Departamento de Organização do PCC há mais de 15 anos. Foi um dos seis homens que acompanharam Raúl Castro na presidência interina desde que Fidel Castro passou o poder, em 31 de julho de 2006, provisoriamente, ao seu irmão para tratar uma grave doença no intestino.     Por decisão de Fidel Castro, Machado Ventura e Esteban Lazo, também membro do PCC, ficaram com o cargo do Programa Nacional e Internacional de Educação.     Machado Ventura nasceu em San Antonio de las Vueltas, na antiga província de Las Villas (centros do país), em 26 de outubro de 1930. Desde a faculdade de medicina participou de atividades contra Fugêncio Batista orientadas pela Federação Estudantil Universitária (FEU) e, depois de licenciado, entrou para o Movimento 26 de Julho, que acompanhou Castro no frustrado assalto ao Quartel Moncada de Santiago de Cuba, em 1953.     O novo primeiro vice-presidente combateu na Sierra Maestra em várias frentes: na coluna número quatro, seguindo ordens de Ernesto "Che" Guevara; na coluna um, comandada por Fidel Castro, e em 1958 seguindo ordens de Raúl Castro.     Quando foi promovido a capitão, foi designado para a tarefa de organizar o que seria posteriormente o Departamento de Saúde Militar, cuja chefia desempenhou até o final da luta na guerrilha.     Se atribuiu a ele a criação da rede de hospitais e clínicas da campanha do exercito rebelde que se estendeu pelas províncias orientais de Guantánamo, Santiago de Cuba y Holguín. Com o triunfo da revolução, foi assistente do presidente, chefe dos serviços médicos da cidade de Havana e das Forças Armadas Revolucionárias (Far).     Em 1960, foi nomeado ministro de Saúde Pública, cargo que ocupou até 1967. Três anos depois foi designado delegado do Bureau Político em Havana e, em 1971, primeiro secretário do PCC na capital cubana.     Ventura foi confirmado nas suas funções no Comité Central em 1975 e eleito membro do Bureau Político, posto que mantém até hoje. No ano seguinte, foi nomeado membro do Secretariado do Comitê Central, órgão de execução das diretrizes do Bureau Político.   Neste mesmo ano, ocupou o banco que continua tendo como deputado por Guantánamo.

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