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Maduro anuncia prisão de suspeitos de sabotar campanha na Venezuela

O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que autoridades venezuelanas prenderam vários suspeitos de tramarem uma sabotagem elétrica contra um dos seus comícios eleitorais.

Reuters

05 de abril de 2013 | 18h54

Governo e oposição se acusam mutuamente de fazerem jogo sujo na campanha para as eleições de 14 de abril, convocadas depois da morte do presidente socialista Hugo Chávez, por câncer, há um mês. As pesquisas dão vantagem superior a dez pontos percentuais para Maduro sobre seu rival Henrique Capriles.

"Capturamos alguns dos sabotadores ... Um deles foi pego com a mão na massa", disse Maduro em reunião com comandantes militares, transmitida pela TV.

Chávez costumava anunciar dramaticamente a descoberta de complôs contra o seu governo, o que incluía atentados contra a infraestrutura e planos para assassiná-lo.

"Iam cortar a eletricidade de todo o (Estado de) Mérida enquanto eu estivesse no comício", acrescentou Maduro. "Quem está direcionando essa guerra contra o nosso país? ... Há duas opções aqui: ou você está pela pátria, ou está contra ela."

Maduro, que esteve na quarta-feira em Mérida, não deu detalhes das prisões. Ele determinou aos militares que reforcem a segurança em instalações elétricas.

O ministro da Defesa, Diego Molero, já fez declarações jurando lealdade das Forças Armadas a Maduro, algo que Capriles considera inconstitucional.

O candidato da oposição também tenta atrair os militares, dizendo que os soldados sofrem habitualmente dos mesmos problemas da população civil: criminalidade, inflação e serviços públicos ruins.

A eleição venezuelana definirá não só o futuro do chavismo após Chávez, mas também o controle da maior reserva comprovada de petróleo do mundo e uma política externa baseada em grande parte na ajuda econômica a outros governos esquerdistas da região.

Nesta sexta-feira, dezenas de escritores, artistas e músicos participaram de um ato de campanha em favor de Capriles num teatro de um bairro abastado de Caracas.

Vestindo boné de beisebol e agasalho com as cores venezuelanas, Capriles disse que não deseja que sua candidatura termine "desse jeito: uma reunião entre amigos em que tiramos fotos da gente e acabou".

"Preciso que isso vá além, temos uma oportunidade histórica", afirmou.

(Por Daniel Wallis e Marianna Párraga, com reportagem adicional de Eyanir Chinea)

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