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Maduro diz que Colômbia e Venezuela serão um só país

Para ministro venezuelano, 'povos voltarão a se unificar sob o ideal bolivariano para ser uma só pátria'

Efe,

12 de março de 2008 | 03h04

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta terça-feira, 11, que seu país e a Colômbia, que na semana passada tiveram uma grave crise diplomática, cedo ou tarde serão uma só nação, segundo o ideal do libertador Simón Bolívar. "Nós nos sentimos como diz o presidente (Hugo) Chávez, profundamente bolivarianos, nos sentimos também da Colômbia, sentimos que somos uma só pátria", declarou o chanceler venezuelano em uma entrevista à emissora de TV colombiana "RCN". Maduro se referiu à crise diplomática sofrida desde o ano passado pelas duas nações, que se agravou depois de tropas colombianas realizarem no dia 1º de março uma operação em solo equatoriano que terminou com a morte do "número dois" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), "Raúl Reyes", e de outras 24 pessoas. A operação contra o chefe das Farc desencadeou uma crise com o Equador, que rompeu relações com a Colômbia e expulsou seu embaixador, Carlos José Holguín, enquanto a Venezuela expulsou o pessoal diplomático colombiano e militarizou a fronteira. Em seguida, a Nicarágua também anunciou a ruptura de suas relações com Bogotá. A crise terminou na sexta-feira passada, durante a Cúpula do Grupo do Rio, em Santo Domingo, quando o presidente dominicano, Leonel Fernández, pediu aos governantes Álvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador), Hugo Chávez (Venezuela) e Daniel Ortega (Nicarágua) que buscassem um diálogo. "Acho que mais cedo ou mais tarde, no transcurso das próximas décadas, nós veremos como nossos povos voltarão a se unificar sob o ideal bolivariano para ser uma só pátria", expressou Maduro. Manifestou que "Bolívar estipulou uma confederação de repúblicas para ser uma grande nação, com uma só língua, uma só história, um destino comum". "Nós partimos do conceito bolivariano de que somos uma só nação, com várias repúblicas", acrescentou. O ministro venezuelano considerou que os dois países podem "contribuir para uma economia complementar com grande força", e podem "construir um bloco político poderoso". "A idéia da confederação das repúblicas faz parte do ideal bolivariano, que tem mais vida e mais vigência que nunca, e nós estamos trabalhando e temos a esperança e a fé de que vamos ver isso se tornar realidade mais cedo ou mais tarde", especificou.

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