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Maduro viaja para participar de reunião da Unasul em Lima

Presidente venezuelano diz que bloco vai mostrar 'capacidade política frente à ameaça de violência e de golpe de Estado'

O Estado de S. Paulo,

18 de abril de 2013 | 13h55

LIMA - O presidente eleito venezuelano, Nicolás Maduro, vai viajar nesta quinta-feira, 18, a Lima para participar da reunião extraordinária da Unasul, na qual os líderes da região vão tratar da situação política na Venezuela após as eleições de domingo 14.  

"Vamos à reunião convocada pela Unasul novamente mostrando sua capacidade de ação, sua capacidade política frente à ameaça de violência e de golpe de Estado aqui na Venezuela", disse Maduro antes de embarcar em Caracas. O presidente afirmou que vai informar aos seus homólogos do bloco "tudo que aconteceu no país nas últimas horas, como derrotamos um golpe de Estado."

O vice-ministro de Relações Exteriores do Peru, Fernando Rojas, que será anfitrião da reunião como chefe da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A presidente Dilma Rousseff também particirará do encontro em Lima.

Depois das reunião, os presidentes viajam a Caracas para a posse de Maduro, que ocorre sexta-feira. O herdeiro político de Hugo Chávez venceu o candidato opositor, Henrique Capriles, com uma vantagem de 272 mil votos.

O resultado foi questionado pela oposição e provocou confrontos nas ruas da Venezuela entre manifestantes e forças de segurança, que resultaram em sete mortos, segundo dados oficiais.

"O objetivo da reunião sempre foi o de trabalhar em busca de consensos, na procura de fortalecer a democracia, não somente em um país, mas na região", disse Rojas. Mais cedo, o chanceler argentino, Héctor Timerman, disse em Buenos Aires que na reunião serão rejeitadas as "expressões extrarregionais" que questionaram a eleição venezuelana.

"Todos os países concordam sobre a necessidade de nos reunirmos previamente à posse de Maduro para expressar uma posição unânime do bloco em relação às expressões extrarregionais e a alguma dentro de nossos próprios países que questionaram a legitimidade das eleições", disse Timerman a uma rádio argentina./ REUTERS e EFE

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