Mãe de Betancourt diz que Chávez negociará com as Farc

Mãe da ex-candidata tem esperança de que o presidente possa mediar a libertação de sua filha

Agência Estado e Associated Press,

21 de agosto de 2007 | 19h14

A mãe da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt afirmou nesta terça-feira, 21, que tem a esperança de que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, possa ajudar a mediar a libertação da sua filha. Yolanda Pulecio disse à Associated Press que se animou após a reunião que ela e familiares de outros seqüestrados pela guerrilha colombiana tiveram com o mandatário venezuelano, que depois de um pedido do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, se ofereceu como intermediário entre o governo colombiano e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "A França fez todo o possível, mas o presidente (Chávez) tem liderança em toda a América Latina," disse Pulecio à AP. "É muito importante para as pessoas que nos apóiam que forcem um pouco as coisas com o presidente Uribe e com a guerrilha", para libertar os reféns e presos, afirmou. Betancourt, de dupla nacionalidade francesa e colombiana, foi seqüestrada em 23 de outubro de 2002. A última vez que as Farc ofereceram provas de que ela estava viva foi em 2003, embora um policial que fugiu do cativeiro, Frank Pinchao, disse tê-la visto várias vezes em um acampamento. Em seu encontro com um grupo de 16 familiares de seqüestrados, Chávez ofereceu "toda a ajuda" possível para negociar a proposta de troca dos reféns seqüestrados pelos guerrilheiros presos. Chávez disse que está otimista e que está disposto a manter conversações diretas com o líder das Farc, Manuel Marulanda, também conhecido como "tirofijo". Chávez também planeja reunir-se com Uribe em 31 de agosto. "Quero pelo menos me sentir otimista, nunca quero perder a fé," disse Pulecio. Ela afirmou que espera que a mediação de Chávez se una aos esforços feitos atualmente por França, Suíça e a Igreja Católica Romana. Chávez também ofereceu o território venezuelano como possível lugar de negociações e anunciou que como gesto de boa vontade perdoará a muitos dos 27 colombianos que cumprem pena de prisão na Venezuela, acusados de participação em 2004 em uma suposta conspiração que incluiria seu assassinato.  Enquanto os rebeldes das Farc declaram sua afinidade ideológica com Chávez, o chefe de Estado nega com veemência qualquer vínculo com o grupo rebelde. O grupo de familiares que visitou Chávez incluiu o professor Gustavo Moncayo, que realizou uma caminhada de 46 dias através da Colômbia para pressionar pela libertação do seu filho, um cabo do exército colombiano seqüestrado há dez anos pelas Farc.

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