Mãe de Betancourt preferiria que filha estivesse na Venezuela

Versão já foi desmentida pelos jornais; mãe ainda espera que algo inesperado ocorra e Farc liberem sua filha

Agência Estado e Associated Press,

08 de agosto de 2007 | 17h07

A mãe da ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt, Yolanda Pulecio, afirmou nesta quarta-feira, 8, que preferia que sua filha estivesse retida pela guerrilha colombiana na Venezuela, embora tenha assinalado que essa versão, divulgada por alguns jornais, já foi desmentida.   Veja também: Dois militares reféns morrem em poder das Farc Forças venezuelanas procuram Betancourt em zona de fronteira   Pulecio, em conversação telefônica com a emissora Globovisión, disse que ainda acredita que ocorra algo inesperado e que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertem sua filha, que foi seqüestrada há cinco anos.   "Preferiria que sua filha estivesse na Venezuela porque tem medo das operações militares na Colômbia," noticiou a Globovisión, que difundiu as declarações da mãe de Betancourt em sua página na Internet.   Nos últimos dias surgiram versões na imprensa local de que Betancourt estaria retida pelas Farc no estado fronteiriço de Apure e que a guerrilha colombiana estaria próxima de entregá-la ao governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.   A mãe da ex-candidata pediu a Chávez que interceda junto a seu colega colombiano, Alvaro Uribe, e negocie um acordo humanitário com a guerrilha para a troca de prisioneiros.   Pulecio diz que Chávez sempre foi uma pessoa amável com ela e disposto a colaborar na libertação de Betancourt. Chávez negou na terça-feira, em Buenos Aires, as versões sobre a presença de Betancourt em seu país e sua próxima libertação.   "Essa é uma mentira suja, sem nenhum tipo de vergonha," disse Chávez.   O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Pedro Carreño, desmentiu categoricamente que tenha sido detido na Venezuela algum elemento supostamente implicado no seqüestro de Betancourt.   Carreño disse à estatal Agência Bolivariana de Noticias (ABN) que são "falsas" todas as informações sobre a suposta presença de Betancourt no Estado de Apure, e exortou a quem tiver algum informação sobre o caso que entre em contato com as autoridades.

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