Mãe de Ingrid pede que Uribe facilite troca humanitária

Yolanda Pulecio diz que líder colombiano não deve ser irredutível e promover acordo com as Farc

Efe,

29 de abril de 2008 | 14h55

Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), pediu nesta terça-feira, 29, ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, para "não ser irredutível" e que facilite um acordo humanitário com a guerrilha para a libertação dos reféns. Veja também:Ministro francês propõe acordo para libertar reféns das FarcJobim reitera que Farc serão recebidas a tiros no BrasilPor dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região    Pulecio acredita na retomada das conversas sobre um acordo depois que o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, se reuniu com Uribe na segunda-feira em Bogotá para falar sobre as negociações. "Estou um pouco otimista", declarou a mãe de Betancourt à Radio Caracol. "Tenho esperança. Eu não tive oportunidade de falar com as pessoas que estiveram no encontro, mas acredito que tenha sido positiva e que a reunião do ministro tenha resultados que nos ajudem", acrescentou. "Peço ao presidente Uribe que não seja irredutível e pergunto às Farc o que ganham ao mantê-la seqüestrada por mais tempo. Já conseguiram o que queriam do ponto de vista político", declarou Pulecio. Para aceitar a troca, as Farc exigem a desmilitarização durante um mês e meio dos municípios de Florida e Pradera (departamento de Valle del Cauca), mas Uribe se opõe categoricamente, alegando razões de soberania e segurança. Kouchner deixou Bogotá nesta segunda-feira com destino a Quito, onde se reunirá com o presidente equatoriano, Rafael Correa, e quarta, se encontrará em Caracas com o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez. A viagem do chanceler francês tem como objeto incentivar a retomada dos esforços na busca de uma troca entre os reféns das Farc e cerca de 500 guerrilheiros presos.

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