Maioria dos bolivianos rejeita Constituição, diz pesquisa

Enquete de instituto independe mostra que 48% dos bolivianos consideram novo texto "ilegal"

Associated Press,

17 de dezembro de 2007 | 21h21

Pesquisas de opinião divulgadas nesta segunda-feira, 17, mostram que cerca de 48% da população considera a nova Constituição do país aprovada recentemente por partidários do governo "ilegal". Ainda segundo as enquetes, 35% dos bolivianos acham que o texto é "legal".  Em crise, governo boliviano ressalta apoio de Lula e Bachelet O estudo foi realizado pela consultoria britânica independente Equipes Mori, ouviu 1.100 bolivianos entre 1 e 6 de dezembro e tem margem de erro de 3,5%. Ainda segundo o estudo, se um novo referendo sobre a autonomia dos departamentos (Estados) bolivianos fosse realizado hoje, seis das nove regiões do país optariam pelo sim - em 2006, o total foi de quatro. Além de Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija, se agregariam agora Cochabamba e Chuquisaca.  Esses dois últimos departamentos, inclusive, entraram no coro por mais autonomia. Segundo o governador de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, de oposição, a partir de janeiro as organizações cívicas e o governo coletarão assinaturas para pedir um referendo local sobre esse tema. Em Chuquisaca, onde fica a cidade de Sucre, essa campanha já começou. O estudo foi divulgado em meio a uma dura controvérsia entre o governo - que aposta na aprovação da nova Constituição por meio de dois referendos - e as quatro regiões que, à revelia do governo, apresentaram no sábado declarando autonomia.  Embora o governo do presidente Evo Morales considere as cartas "ilegais e separatistas", os líderes opositores também qualificam como "ilegal e inconstitucional" a nova Constituição.  Governador renuncia Também nesta segunda-feira, o prefeito (equivalente a governador) do departamento de Chuquisaca, David Sánchez, apresentou um pedido de renuncia ao cargo.  A razão, segundo assessores do político governista, foi os violentos distúrbios observados em novembro na capital Sucre.  A revolta se deu por causa da aprovação bloco a bloco da Constituição, realizada em um quartel general da cidade por uma Assembléia Constituinte sem a presença de membros da oposição.

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